Porto Alegre, 38° e uma lua de fuder, e eu lá, na poluição da cidade maravilhosa, que maravilhosa mesmo só olhando de cima do morro da urca. Gosto de viajar, mas gosto mais ainda de voltar pra casa, e com novidades pra ouvir, no copo da amada, bem gelada, na pressão, dois dedos de espuma, delícia. Minha primeira vez no Rio de Janeiro foi típico de turista, passeios por lugares bonitos, camisa do IMORTAL TRICOLOR no Maracanã, fotos com a mais nova maravilha do mundo, uma agradável visita aos inferninhos da Lapa. Mas o que eu mais gostei na tal da "cidade maravilhosa" (será?!?) foi de uma mega loja de discos, localizada na rua barata ribeiro, no bairro de copacabana, chamada Modern Sound. Cara, aquilo é o paraiso em foma de redonda com um furo no meio. Por que diabos porto alegre não tem um lance igual? culpa do Emule? Pode ser...
Uma loja de Cd's, Lp's, DVD's, VHS, Livros sobre bandas e artistas e tudo relacionado ao meio musical, aparelhos de som, toca discos da melhor espécie, reciver's clássicos, e pra completar um bar e restaurante com palco para shows e o melhor de tudo, um clássico Sebo no sub-solo (para minha pessoa o melhor estava lá, mais pertinho do diabo). entro no sub- solo e dou de cara com o gadanho em forma de som, ele, o mestre, James Brown do tamanho da parede, foi um convite ao orgasmo, meus olhos e ouvidos ficaram atiçados e na agulha, bombando, em alto e bom som Carl Perkins. Bixo, chapou!
Galera receptiva e logo comecei a bricadeira, na sacola trouxe um importadõa em 180 gramas dos Stones, da melhor fase, o clássico Hot Rock's 1964-1971, e em disquinho que toca no carro, de uma pauladinha só os três primeiros e básicos e fundamentais discos da Banda Black Rio, afinal eu estava na terra dos caras. Saí do paraiso abraçado no demônio.
a noite o Gran finale na Lapa, Cine Lapa, Av. Men de Sá, nº 23, na festa Soul Baby, Soul. Comandada pelo Marcelo Fernandes ( eu acho que é esse o nome do cara, mas posso estar enganado, afinal a lora estava bem gelada, e minha gata bem quente) filho do mestre DJ Big Boy, comandante do Baile da pesada no 70's, e detentor do melhor e mais precioso acervo de vinil do país.
Boas lembranças ficaram, mas na próxima não vou a praia, ficarei só no inferno, o paraiso que fique pros gringos.